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A Videolar,
na condição de associada à ABIQUIM
(Associação Brasileira da Indústria
Química), é signatária do programa
Atuação Responsável. Lançado
no Brasil em 1992, o programa tem como base a melhoria
contínua nas áreas de segurança,
saúde e meio ambiente
Introdução
A indústria química, como nós
a conhecemos hoje, é fruto de uma evolução
que pode ser observada principalmente após
a Segunda Guerra Mundial, com a formação
ou consolidação dos principais grupos
empresariais do setor e com o desenvolvimento industrial
ocorrido em diversos países do mundo.
A indústria química, a exemplo da grande
maioria das instituições, vinha sempre
atuando com o conceito de que a proteção
de seus interesses deveria ser resguardada atrás
de seus muros, evitando-se discutir eventuais problemas
com terceiros, incluindo-se aí as comunidades
vizinhas às fábricas. As justificativas
mais freqüentes para tal comportamento eram de
que os temas ligados à indústria são
muito técnicos e complexos para que possam
ser debatidos com leigos, ou então, que envolvem
segredos industriais de propriedade das empresas.
Hoje, entretanto, podemos afirmar, categoricamente,
que o setor químico, tanto no Brasil como no
exterior, está consciente do fato de que a
postura fechada e isolada, predominante até
bem pouco tempo, deve ser substituída pelo
diálogo franco e ético com os seus parceiros
e públicos. A indústria sabe que esse
diálogo deve estar suportado em ações
concretas, que demonstrem que suas operações
e produtos são seguros e não agridem
o meio ambiente. E compreende que este esforço
nunca deve ser interrompido, havendo um compromisso
voluntário para com a melhoria contínua
desses mesmos produtos e operações,
de forma a torná-los ainda mais seguros e menos
impactantes no meio ambiente.
A prova desta visão está consolidada
no Programa Atuação Responsável®,
que é a versão brasileira do Responsible
Care Program®, implantado em diversos países
a partir de 1985.
O "Responsible Care®
"
Criado no Canadá, pela Canadian Chemical Producers
Association - CCPA, e atualmente encontrado em mais
de 40 países com indústrias químicas
em operação, o Responsible Care
se propõe a ser um instrumento eficaz para
o direcionamento do gerenciamento ambiental. Este,
considerado no seu aspecto mais amplo, inclui a segurança
das instalações, processos e produtos,
e a preservação da saúde ocupacional
dos trabalhadores, além da proteção
do meio ambiente, por parte das empresas do setor
e ao longo da cadeia produtiva.
Concebido a partir da visão de diálogo
e melhoria contínua, o Programa se estrutura
de forma lógica, procurando fornecer mecanismos
que permitam o desenvolvimento de sistemas e metodologias
adequadas para cada etapa do gerenciamento ambiental
que o setor persegue. O modelo criado é flexível,
o que possibilita atender às necessidades de
cada empresa, sem que, no entanto, se perca a característica
de um Programa de toda uma indústria, quer
esteja ela situada no Brasil ou em outra parte qualquer
do mundo.
Elementos Básicos
A estrutura de processos de Responsible Care, deve
contemplar alguns elementos fundamentais, que representam
os principais aspectos
da iniciativa:
- um comprometimento formal
das empresas com uma série de Princípios
Diretivos do Processo, o que é feito através
da assinatura de um "Termo de Adesão"
junto à associação nacional
da indústria química;
- adoção de
um nome e um logotipo que claramente identifiquem
as iniciativas nacionais como consistentes com os
conceitos do Responsible Care;
- uma série de Códigos
de Práticas Gerenciais, Guias e "cheklists",
destinados a ajudar as empresas a implementarem
o Programa internamente;
- um processo contínuo
de diálogo, sobre assuntos ligados à
saúde ocupacional, segurança e meio
ambiente, com as partes interessadas;
- indicações
de como melhor encorajar a que todos as empresas
filiadas à associação se comprometam
e participem do Responsible Care;
- existência de fóruns
nos quais as empresas possam apresentar suas próprias
visões e trocar experiências sobre
a implementação do Processo;
- o desenvolvimento progressivo
de indicadores, através dos quais as melhorias
de desempenho possam ser medidas;
- o estabelecimento de sistemáticas
de verificação de progresso, adaptadas
às necessidades de cada iniciativa nacional.
Os elementos
básicos, aplicados coerentemente, fazem com
que o Programa seja eficaz. As empresas não
apenas se comprometem com uma série de princípios
diretivos em saúde, segurança e meio
ambiente, mas também trabalham com sua associação
para direcionar a implementação dos
princípios.
O Atuação
Responsável® na Indústria Química
Brasileira
O programa foi adotado oficialmente pela ABIQUIM em
abril de 1992. As empresas associadas foram convidadas
a aderir ao Programa, de forma voluntária.
Gradualmente vem sendo constituída a estrutura
do Programa dentro da associação e das
empresas, que estão ajustando seus programas
internos aos requisitos do Atuação Responsável,
seguindo metas anuais estabelecidas pela ABIQUIM.
Para dar suporte ao desenvolvimento do Programa, a
ABIQUIM elabora e publica guias técnicos, promove
eventos e cursos para conscientização
e treinamento, além de outras atividades complementares.
A partir de 1998 a adesão ao Atuação
Responsável tornou-se obrigatória para
todos os associados da ABIQUIM, a exemplo do que ocorre
na maior parte dos países com indústria
química desenvolvida.
A Estrutura do Atuação
Responsável®
O Programa Atuação Responsável®
possui atualmente 6 elementos, alinhados com os do
Responsible Care:
1. Princípios Diretivos
São os padrões
éticos que direcionam a política de
ação da indústria química
brasileira em termos de saúde, segurança
e meio ambiente.
Os Princípios, em número de 12, estabelecem
a base ética do Processo, indicando as questões
fundamentais que devem nortear as ações
de cada empresa:
- Assumir o gerenciamento
ambiental como expressão de alta prioridade
empresarial, através de um processo de melhoria
contínua em busca da excelência.
- Promover, em todos os níveis
hierárquicos, o senso de responsabilidade
individual com relação ao meio ambiente,
segurança e saúde ocupacional e o
senso de prevenção de todas as fontes
potenciais de risco associadas às suas operações,
produtos e locais de trabalho.
- Ouvir e responder às
preocupações da comunidade sobre seus
produtos e suas operações.
- Colaborar com órgãos
governamentais e não governamentais na elaboração
e aperfeiçoamento de legislação
adequada à salvaguarda da comunidade, locais
de trabalho e meio ambiente.
- Promover a pesquisa e desenvolvimento
de novos processos e produtos ambientalmente compatíveis.
- Avaliar previamente o impacto
ambiental de novas atividades, processos e produtos
e monitorar os efeitos ambientais das suas operações.
- Buscar continuamente a
redução dos resíduos, efluentes
e emissões para o ambiente oriundos das suas
operações.
- Cooperar para a solução
dos impactos negativos no meio ambiente decorrentes
do descarte de produtos ocorrido no passado.
- Transmitir às autoridades,
funcionários, aos clientes e à comunidade,
informações adequadas quanto aos riscos
à saúde, à segurança
e ao meio ambiente de seus produtos e operações
e recomendar medidas de proteção e
de emergência.
- Orientar fornecedores,
transportadores, distribuidores, consumidores e
o público para que transportem, armazenem,
usem, reciclem e descartem os seus produtos com
segurança.
- Exigir que os contratados,
trabalhando nas instalações da empresa,
obedeçam aos padrões adotados pela
contratante em segurança, saúde ocupacional
e meio ambiente.
- Promover os princípios
e práticas do "Atuação
Responsável®", compartilhando
experiências e oferecendo assistência
a outras empresas para produção, manuseio,
transporte, uso e disposição de produtos.
2. Códigos de Práticas
Gerenciais
São documentos destinados
a definir uma série de práticas gerenciais,
que permitem a implementação efetiva
dos Princípios Diretivos. Essas práticas
estabelecem os elementos que devem estar contidos
nos programas internos de saúde, segurança
e meio ambiente das empresas.
Os Códigos, em número de 6, abrangem
todos as etapas dos processos de fabricação
dos produtos químicos, além de tratarem
das peculiaridades dos próprios produtos. São
eles:
- Segurança de Processos:
busca garantir que não ocorram acidentes
nas instalações das indústrias,
procurando determinar as fontes de risco e, então,
atuar na prevenção desses possíveis
problemas;
- Saúde e Segurança
do Trabalhador: busca garantir as melhores condições
de trabalho dentro das empresas, visando manter
em suas instalações um adequado ambiente,
que não crie problemas à saúde
e segurança dos que lá trabalham,
sejam eles trabalhadores próprios ou contratados
de terceiros;
- Proteção
Ambiental: busca gerenciar os processos de produção
da forma mais eficiente possível, com vistas
a reduzir assim a geração de efluentes,
emissões e resíduos;
- Transporte e Distribuição:
busca otimizar todas as etapas de distribuição
de produtos químicos, visando reduzir o risco
proporcionado pelas atividades de transporte, além
de melhorar a resposta a eventuais acidentes;
- Diálogo com a Comunidade
e Preparação e Atendimento a Emergências:
busca a manutenção de canais de comunicação
das empresas com suas comunidades interna (trabalhadores)
e externa (vizinhos), bem como atuar nas possíveis
emergências que venham a ocorrer nas instalações
da indústria;
- Gerenciamento do Produto:
busca fazer com que as questões ligadas à
saúde, segurança e meio ambiente sejam
consideradas em todas as fases do desenvolvimento,
produção, manuseio, utilização
e descarte de produtos químicos.
3. Comissões de
Lideranças Empresariais
São os foros de debates e de troca de experiências
entre profissionais e dirigentes de empresas associadas,
visando a coordenação das atividades
conjuntas ligadas ao "Atuação
Responsável®", tanto no âmbito
da ABIQUIM como nas regiões de concentração
de empresas químicas em todo o Brasil.
Na ABIQUIM existem a Comissão Executiva do
"Atuação Responsável®",
formadas por diretores de empresas associadas e a
Comissão Técnica, formada por gerentes
das áreas de saúde, segurança
e meio ambiente, com grande conhecimento do Programa.
Existem as seguintes regionais do "Atuação
Responsável®":
- Regional de Cubatão
- Regional de Triunfo
- Regional de Paulínia
- Regional de Capuava
- Regional São Paulo/Zona
Leste
- Regional Camaçari
- Regional Rio de Janeiro
- Regional Vale do Paraíba
- Regional Nordeste
Outras poderão ser
criadas, se necessário.
4. Conselhos Comunitários Consultivos
No centro da visão ética do Atuação
Responsável® está o compromisso
com o atendimento às preocupações
das comunidades vizinhas às fábricas
e do público em geral. Uma forma de procurar
estreitar o diálogo entre a indústria
química e seus potenciais interessados é
a instituição de Conselhos Comunitários
Consultivos, do qual participem membros representativos
da comunidade e integrantes da indústria.
Nestes Conselhos discutem-se os temas importantes
ligados às questões abrangidas pelo
Atuação Responsável®,
de uma forma aberta, buscando-se respostas e soluções
efetivas para os problemas levantados.
5. Avaliação de Progresso
O Atuação Responsável®
não é um programa de relações
públicas, mas sim um processo que exige ações
concretas. Para que a melhoria contínua nas
áreas de saúde, segurança e meio
ambiente possa ocorrer com eficácia é
necessário o acompanhamento permanente e estruturado
de todas as atividades sobre controle. O Programa
contempla, assim, a sistematização das
avaliações de progresso, que se iniciam
com uma auto-avaliação por parte de
cada empresa, devendo, com o tempo, envolver a avaliação
por terceiros.
6. Difusão para a Cadeia Produtiva
Gradualmente a indústria química está
agindo de forma a integrar toda a cadeia produtiva
a ela ligada, transmitindo a seus clientes e fornecedores
os valores e práticas ligados ao Atuação
Responsável®. Dessa forma criou-se o conceito
de difusão para a cadeia produtiva, que se
inicia com o "Programa
de Parceria", mantido com transportadores
e distribuidores de produtos químicos e com
tratadores de resíduos químicos.
Fonte: ABIQUIM - Associação Brasileira
da Indústria Química
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