03/09/2010 - 07:17h    

 
Fórmula de Sucesso - Revista Ver Video
24/10/2007
 

Oficialmente, Phillip Wojdyslawski ocupará a presidência da Videolar a partir de janeiro de 2008, data que também marca a saída de Lirio Parisotto para a presidência do conselho da companhia.

Mas, desde o começo de 2007, Wojdyslawski vem tomando pé da situação da maior fabricante de CDs e DVDs do País e garante que mudança mesmo, “somente de quem ocupa a cadeira”. A fórmula de sucesso da empresa será mantida e melhorada visando, principalmente, uma incansável busca por uma maior eficiência. Nesta entrevista exclusiva, Wojdyslawski fez um balanço de 2007, revelou suas perspectivas para 2008 e mostrou-se preocupado – assim como todo o setor – com altos índices de pirataria. O diretor de operações da companhia Carmo Caparelli, também participa da conversa.

VER VIDEO – Gostaria de lembrar seu histórico de mercado.

Wojdyslawski – Comecei nos anos 80, quando foi o início do mercado de vídeo, em uma empresa chamada LK-Tel Vídeo. Representávamos, como era a época dos licenciados, a Columbia Tristar Video, que posteriormente acabou trocando de dono e de nome, passando a se chamar Sony Pictures. O Wilson Cabral, que até hoje está na Sony Pictures, como diretor-geral, começou nessa época conosco. Trabalhamos juntos, fomos parceiros e colegas de trabalho durante muitos anos. Em algum momento, já nos anos 90, a Sony Pictures decidiu que entraria no mercado diretamente, não mais via um licenciado, o que era uma tendência na época. A Disney, a Fox, a Paramount e Universal, que eram a CIC Vídeo, a MGM, todos operavam através de licenciados. Logicamente, com a maturidade do mercado, todas as chamadas majors acabaram organizando suas próprias operações e hoje nenhuma delas usa licenciados. Isso foi uma tendência. Por fim, agora estamos de volta.

VV – Sua participação na Videolar também data desta época?

Wojdyslawski – Um pouquinho mais tarde. Se não me engano, nos anos 90

VV – O Lirio Parisotto tinha por política falar em nome da Videolar sempre que necessário. Você atuará dessa maneira também, um porta-voz oficial da companhia?

Wojdyslawski – Sim. Gosto de mencionar que o fato de o Lirio passar a ocupar a presidência do conselho, não significa que haverá mudanças na companhia como um todo. Haverá uma continuidade praticamente em tudo que a Videolar faz. Daremos continuidade ao trabalho que ele fez durante todo esse período, praticamente 20 anos de mercado. Não é uma mudança de filosofia... Porque, especialmente, não faremos mudanças em time que está ganhando. A filosofia, o sistema que está ganhando não mudará. O que a Videolar foi até hoje e o que fez a Videolar existir até hoje continuará sendo no futuro.

VV- O home entertainment representa uma fatia do negócio da Videolar. Você também fará contato diretamente com os distribuídos da Videolar?

Wojdyslawski – Já fazemos. Estou aqui o ano inteiro, desde o dia 2 de janeiro. Já mantenho contato e estou extremamente integrado – esta é a palavra – dentro da família Videolar. Então, não esperamos nenhuma mudança drástica.

VV – Como é que a empresa está estruturada hoje? A estrutura do estafe, com alguns diretores até acumulando mais de uma função será mantida?

Wojdyslawski – Praticamente não houve mudança nenhuma, apenas alguns ajustes. Mudamos o gerente da Videolar.com, com o resto continua igual, sem nenhuma mudança grave. Não procuramos reinventar a Videolar, fazer uma nova Videolar... Não é essa a questão. A questão é realmente dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito, com o Lirio se dedicando ao futuro da companhia e se envolvendo com novos negócios, outros mercados a serem trazidos por ele para a Videolar, para manter a empresa na liderança em qualquer setor em que ela for atuar. Não é uma questão de mudar o dono. Acredito que a receita é vitoriosa e ninguém vai mexer nela. Não seria lógico mexer. Todos os anos ocorreram ajustes. Isso é uma questão de mercado, de situações. Isso é a parte executiva de uma empresa, que tem que enfrentar as situações do dia-a-dia, situações que pedem os ajustes necessários a esse dia-a-dia.

VV – O fato de você ser acionista da outra companhia que também atua no mercado de mídias graváveis, não é conflitante? Afinal de contas, aquela idéia de “AmBev dos DVDs” surgiu há pouco tempo (fevereiro de 2006).

Wojdyslawski – Não, não. Tenho uma participação acionária na Sonopress, isso não é segredo nenhum. Mas não exerço nenhum cargo, nem no conselho, nem na diretoria de lá. Não exerço e nem nunca exerci nenhum cargo na Sonopresss. Estou limitado a uma participação acionária, ou seja, ainda demonstra a minha confiança no mercado de vídeo. Tenho participação acionária nas duas empresas porque acredito muito mesmo neste mercado. Essa é realmente a questão. Agora, isso não atrapalha em nada porque são empresas distintas, com filosofias distintas e que atuam, praticamente, em áreas distintas do mercado. Sim, concorrem em certas coisas, mas não chegam a criar...

Carmo Caparelli – A Sonopress tem uma gráfica, por exemplo, e nós compramos deles e eles compram plásticos de estojos de CDs e DVDs da Videolar...

Wojdyslawski - ... São companhias que não se enxergam como concorrentes. Eles têm uma área que concorre conosco, mas isso não chega a afetar em nada a vida das empresas.

VV- Como foi 2007 para a Videolar?

Wojdyslawski – Acho que 2007 foi um ano em que, em primeiro lugar, vimos a disparada da pirataria. A pirataria piorou muito em relação aos anos anteriores. Não sei se é a impunidade, se é a falta de vergonha na cara das pessoas, mas agora acabamos de ver que 80% das pessoas entrevistadas pela revista Veja assistiram a Tropa de Elite em mídias ilegais. Realmente isso é um absurdo. Imagina só o mal que isso fez aos diretores e produtores que estavam envolvidos no filme. É uma coisa terrível, prejudica qualquer que seja o próximo projeto do diretor José Padilha, porque ele não terá tanto dinheiro para inicia-lo. É terrível e, infelizmente, causado pelo consumidor. Nem adianta culpar somente os piratas. Temos que falar a verdade, o responsável é o próprio consumidor que assiste ao filme pirata. Porque se ele espera pelo lançamento legal do filme, estará contribuindo para que o cineasta, os produtores e todos os envolvidos possam fazer outros filmes, até melhores. E como ele hoje não espera pelo lançamento oficial, acaba matando a oportunidade de novos filmes surgirem no futuro. Em vez de ter três ou quatro Tropas de Elite por ano, teremos um a cada dois anos. No fundo, o consumidor prejudica a si próprio. Mas infelizmente o consumidor não entende isso, ele não vê essa questão dessa maneira. E nesse ano parece que foi pior ainda porque houve um aumento na pirataria. Realmente, acho que foi o maior problema do setor. Isso causou uma queda nos preços do filme legal e as distribuidoras se juntaram para lutar contra a pirataria.
Respeitamos isso. Porque em vez de brigar com o produto da outra distribuidora, ele teve que brigar com seu próprio produto pirata. Não adianta. E o preço ofertado pelo pirata são R$ 4,00 ou R$ 5,00. Hoje infelizmente, o distribuidor está competindo com seu próprio filme. Houve essa queda tremenda nos preços e também , a partir do momento em que a  pirataria foi mais eficiente, atendendo a demanda desse consumidor “sem vergonha”, digamos assim, um filme que venderia 100 mil unidades acabou vendendo 70 mil. Somos o reflexo do mercado porque vivemos dos nossos clientes. Qualquer coisa que aconteça com nossos clientes, nos dói na carne. Vivemos dos nossos clientes, não temos outra razão para viver. O que acontece com eles nos afeta indiretamente. Por isso, nós tanto queremos essa luta contra a pirataria, punição para o consumidor de pirataria porque acreditamos que é o único jeito que existe para lutar contra essa praga e, logicamente, a favor do nosso cliente.

VV- Há como a Videolar atuar diretamente nessa luta contra a pirataria?

Wojdyslawski – Não sei o que podemos fazer. O Lirio vem desde que me lembro, falando sobre isso em cada entrevista que ele concede e é isso que podemos e continuaremos a fazer. Infelizmente, a legislação não permite que façamos nada mais concreto. Participamos de todas as associações que lutam contra a pirataria, temos um pessoal que está sempre em Brasília, trabalhando para que seja aprovada uma legislação mais forte contra a pirataria. Isso sempre fizemos e continuaremos fazendo, porque esta é a essência da nossa sobrevivência. Tanto nossa, quanto dos distribuidores. É a essência para que se façam bons filmes, para que o consumidor possa assisti-lo. E isso o consumidor não entende. Vamos continuar batendo nessa mesma tecla, porque a pirataria é, na verdade, nosso maior inimigo. E é um inimigo que é ilegal, é contraventor, gera problemas. Faz parte do crime organizado. O camelô é uma pequena ponta do iceberg. Que tem toda uma estrutura por trás desse camelô, quem trouxe o DVD para ele vender? Essa estrutura é baseada no crime organizado e no não pagamento dos impostos. E para esse camelô ter o pão na casa dele, quantas pessoas não estão perdendo o emprego e ficarão sem pão nas delas?  O governo tinha que dar uma olhada nisso e atuar porque não é o correto.

VV- Se não houvesse demanda por parte do consumidor, a pirataria estancaria?

Wojdyslawski – Na verdade, na época do VHS houve um período em que a pirataria caiu muito e por quê? Porque a qualidade do VHS era ruim, então, ninguém assistia. A legenda era branca, o filme ficava escuro, se o filme tivesse mais de 120 minutos de duração não cabia em uma mesma fita... Isso fez com que a pirataria baixasse. Porque o consumidor não quis assistir esse filme. Preferia pagar mais para assistir ao filme completo, com a legenda boa e com tudo o que tinha direito. Ou seja, isso prova que realmente tem a ver com o consumidor. É o consumidor quem decide. Ele não compra um remédio falso porque a falsificação não deve fazer efeito ou, se faz, pode ser contrário ou ainda pior.  As peças falsificadas de um carro não têm garantia, podem durar menos e gerar prejuízo financeiro. Infelizmente, no caso do DVD a coisa não é bem assim. A qualidade da falsificação é boa, igual a do original. Não existe uma razão para que o consumidor não compre um DVD pirata. A não ser que haja conscientização de que gera prejuízo ao autor, à arrecadação de impostos, à geração de empregos... O consumidor mesmo, não é penalizado por comprar um DVD pirata, não há uma perda financeira para ele. É o que acontece com a obrigatoriedade no uso do cinto de segurança. Ninguém coloca o cinto porque é seguro ou porque pensa que pode entrar em um acidente e, se estiver usando o cinto de segurança, poderá ser salva por ele. Todo mundo usa porque o guarda pode multar. Enquanto não se encontrar uma maneira de punir o consumidor, ele continuará comprando a bendita da pirataria, do DVD, do programa de computador, do game, etc. Porque não existe uma perda financeira para ele não fazer isso. Nós, brasileiros, crescemos no sistema do jeitinho. Nós que somos desse mercado, sabemos que consumir o produto nos custa caro, mas peguemos uma pessoa que não tem nada a ver com o home entertainment. É difícil alguém falar “vou fazer a coisa certa”. E ainda passa por bobo para os outros. Quantas pessoas você conhece que fazem coisas certas somente porque é moral? Ou porque alguém que elas nem conhecem perdem dinheiro com isso?

VV- Você acha que os formatos de alta definição podem dificultar a pirataria?

Wojdyslawski -  Acho que do mesmo jeito que hoje eles pirateiam o DVD, amanhã piratearão os formatos de alta definição. Os piratas são extremamente profissionais e muito ágeis. Com o DVD, imaginávamos que seria complicado, mais difícil, mas passado um período se tornou bem rápido. Acho que com o HD DVD ou com o Blu-ray, seja lá qual for o formato que predominará, a pirataria ainda não acabará. Pode ocorrer uma curta curva para baixo, até que o pessoal se organize...

VV – Você, particularmente, vê algum desfecho para a guerra de formatos de alta definição? No mercado americano há uma tendência favorecendo o Blu-ray...

Wojdyslawski – Aqui, no Brasil, somos espectadores. Estamos na espera para saber exatamente qual será vitorioso nessa disputa entre o HD DVD e o Bly-ray e aí, no momento em que soubermos qual prevalecerá, estaremos iniciando nossos investimentos também.

VV – Como a Videolar está estruturada hoje para a alta definição?

Wojdyslawski – Hoje, podemos importar o produto acabado.

Caparelli – Podemos importar somente disco.

Wojdyslawski – Já estamos injetando o estojo aqui no Brasil. Então, para nossos clientes que queiram distribuir em ambos os formatos, HD DVD e Blu-ray, temos já disponíveis estojos injetados pela Videolar e temos autorização para fazer a importação do disco em si. Com os mesmos benefícios do DVD. Dentro da legalidade. Agora, no futuro, veremos. Quando a situação se definir, aí sim iniciaremos os investimentos. Hoje, temos condições para fazer a importação legalmente, na Zona Franca de Manaus (AM), com os benefícios concedidos pela lei brasileira, a fazer a própria injeção dos estojos.

VV – É a mídia virgem que está sendo importada?

Caparelli -  Não. O disco já vem pronto. O importamos no pino e fazemos a montagem, a injeção dos estojos e a gráfica no Brasil. Assim como começamos com o DVD. Abrimos um processo no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para desenvolver uma tecnologia nova no País, demonstramos as fases do produto para que ele fosse nacionalizado e mostramos que era inviável economicamente, tanto para o mercado quanto para o consumidor, trazermos o produto importado, finalizado para ser vendido aqui. E, ao mesmo tempo, investiremos em maquinário para produzirmos alta definição no Brasil, para termos os mesmos benefícios. Não sabemos nem para quando é esse mercado, nem qual o tamanho dele e se ele será viável economicamente. Obtivemos essa autorização.

VV – E a linha de alta definição seria um dos investimentos da Videolar para 2008? Um deles?

Wojdyslawski – Para 2008 estamos um pouco na expectativa. Não seria lógico, no meio de uma guerra de gigantes, tomar partido e, muito menos, apoiar os dois!

Caparelli – Temos que mudar todo o processo de autoração, equipamento e estrutura. Segundo, todo o processo de masterização. Joga-se fora tudo o que existe hoje. Na verdade, não se joga fora, se compra mais dois, porque continuaremos com o DVD. Então, temos que comprar equipamentos caríssimos de masterização para alta definição. Portanto, são equipamentos, espaço físico e tecnologias diferentes das que temos hoje. 

VV – É considerado replicação também?

Caparelli – Sim. É um disco, no mesmo formato e na mesma dimensão do DVD. Esses são os  problemas que agravam a parte do investidor. O Phillip enquanto acionista, investidor...

Wojdyslawski – Ou seja, enquanto não se resolve qual será a tecnologia, não podemos fazer os investimentos. Acredito que durante o ano de 2008 isso será definido. Porque para eles próprios é importante. Não dá para fazer isso em dois formatos. Os mesmos custos que eu tenho para fazer, todos os replicadores do mundo têm. Eles  também têm que saber o que farão. Em algum momento terá que se definir.

VV – E quais os outros investimentos previstos para 2008?

Wojdyslawski – Nossos planos de investimento para 2008 são focados em nossa eficiência. Queremos e vamos nos tornar muito mais eficientes. Servir melhor os nossos clientes e, por conseqüência, os clientes de nossos clientes, ou seja, teremos mais eficiência na entrega, nas devoluções, que hoje são um problema. Os investimentos na área de logística da Videolar são constantes.

VV – Qual seria sua maior prioridade?

Wojdyslawski – É a nossa eficiência. Acho que nunca se é eficiente o bastante. Sempre existe espaço para crescer, para se tornar mais eficiente e melhor nos seus serviços. E essa não é uma questão somente nossa. Porque as situações mudam, o sistema de comercialização muda. Chamemos de amadurecimento do mercado como um todo. Portanto, sempre tentamos ser mais eficientes. E que isso possibilite aos nossos clientes e às locadoras um serviço melhor. Isso será a nossa marca para o ano que vem: eficiência.

VV – Hoje são quatro empresas no mercado de mídias graváveis. Na sua análise, há espaço para tantas companhias?

Wojdyslawski – O mercado de vídeo tem anos muitos bons e anos não tão bons assim. Graças a Deus, não dá para dizermos que este setor tem anos ruins. Quando se tem um ano melhor, abre-se mais espaço para o crescimento. Esses quatro players estão preparados para o crescimento. Se realmente há espaço? Dependerá um pouco do mercado. Agora, sempre que aperta ou que surgem dificuldades, é a hora em que temos que ser mais eficientes. Estamos aqui para ficar porque acreditamos nesse mercado e vivemos a vida inteira dele. Neste ano não tivemos diminuição no número de unidades comercializadas. Entre mortos e feridos, não houve uma diminuição. Houve sim, uma diminuição no faturamento, ou seja, o preço médio diminuiu, mas no nosso caso específico, não houve uma diminuição de unidades. Mas pode muito bem haver no ano que vem, não sabemos. Ou pode haver um aumento! Então, temos que ser eficientes. O Lirio sempre diz, e usamos muito isso por aqui, que se nós formos eficientes, não precisaremos ter medo de ninguém. Precisamos ter muito medo de todo mundo quando somos ineficientes. Quando somos eficientes, o resto é tudo igual. O custo todo mundo têm, a matéria-prima é igual para todos, a eletricidade também... Quer dizer, ninguém tem uma vantagem competitiva sobre os outros. Somente nossa eficiência ou ineficiência. Espero que nossos clientes sintam também, que do começo do ano para cá houve um aumento na nossa eficiência e que no ano que vem, com certeza, mostraremos para eles um aumento grande em nossa eficiência. Isso é um compromisso que temos com todos eles.

VV – Essa é realmente a sua maior expectativa para a Videolar em 2008? Se a companhia se tornar mais eficiente já está bom?

Wojdyslawski – Isso é para a Videolar. Lógico que quero ver um mercado mais sadio, quero ver a baixa da pirataria... A Videolar, como empresa, não pode aumentar o mercado, não pode criar mais videolocadoras... Fazemos muitos investimentos no mercado como um todo. Sempre apoiamos, por exemplo, juntamente com a NBO, o Troféu VER VIDEO/ Videolar.  O que podemos fazer pelo mercado já fazemos. O que se pode fazer contra a pirataria, já fazemos. Minha expectativa é de que esses apoios continuem sempre.

VV – Microfone aberto para suas considerações finais.

Wojdyslawski – Acho que cobrimos bastante o espectro do que temos em mente para o ano que vem. Gostaria de ver o mercado no ano que vem, lutando ainda mais contra a pirataria. Odeio voltar nisso, mas esse é um problema tão sério para o setor que não conseguimos deixar de falar. Não dá. Temos que bater nessa tecla o tempo inteiro porque todos nós, Videolar, VERVIDEO, distribuidores, locadores, etc., teríamos o dobro de tamanho se não fosse pela pirataria. Por isso, em qualquer oportunidade que temos um microfone aberto, falamos sobre isso. Quando se fala em Sonopress ou Microservice, isso não é um problema. O que preocupa é  pirataria. Se a pirataria caísse pela metade, a Microservice e a Sonopress dobrariam de tamanho, assim como a Videolar. Não teria problema para ninguém. O problema é a pirataria, a ilegalidade, é quem não arrecada impostos... Não conseguimos ser grandes por causa da pirataria e não paramos de falar dela porque realmente é o que mais nos prejudica. A todos. Finalizando, a ida do Lirio para a presidência do conselho da Videolar – sendo que ele participa da presidência executiva – não foi para imprimir mudança à companhia. É para dar continuidade à uma receita vencedora. Vamos, sim, nos tornar mais eficientes em 2008, porque eficiência não tem limites.
 

Fonte: Revista Ver Video - Ed. 172 - Novembro/2007
 
 
 
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